sexta-feira, 26 de abril de 2013

Alecrim se prepara para clássico contra ABC


Com apenas seis pontos e ocupando a sexta posição, o Alecrim se apega às mínimas chances matemáticas para chegar à final do segundo turno do Campeonato Potiguar. O Verdão tem que vencer os dois últimos jogos desta fase e torcer por uma combinação considerada improvável por muitos analistas, com tropeços de Assu, ABC, Baraúnas, Potiguar de Mossoró e América-RN. O foco da equipe alviverde agora é o ABC. O clássico está marcado para domingo, no Estádio Frasqueirão, em Natal, com início às 17h. A gente sabe que o jogo do domingo é muito difícil. O ABC precisa do resultado, assim como nós. Vamos procurar trabalhar bem até sábado para que possamos fazer um bom jogo no domingo. Só a vitória nos interessa para pensar ainda na classificação - afirmou o técnico do Alecrim, Wassil Mendes. O zagueiro Robson prega pela concentração da equipe no jogo contra o ABC, e confessa que a missão é difícil, justamente por depender de outros resultados. Quando você não depende apenas de você mesmo se torna difícil. Mas você tem que ter um certo controle para que não possa desviar o foco, esquecer o seu trabalho, e ficar pensando no outro lado - declarou Robson. O goleiro Danilo ressalta que o grupo alviverde não desistiu da classificação. Enquanto existir matematicamente alguma chance, nós vamos certamente correr atrás e nos apegar a ela até o último momento - lembrou. Uma das novidades para o clássico contra o ABC é o retorno do zagueiro Bruno Recife, que cumpriu suspensão na última rodada. O defensor também mantém a chama da esperança acesa. Nosso foco da semana é o jogo de domingo. Um resultado ruim já tira a gente de vez, mas um resultado bom bota a gente na briga direta. Temos esperança ainda e vamos lutar até o final - finalizou Bruno Recife.
Fonte/GLOBOESPORTE

Federação confirma arbitragem da rodada deste fim de semana


Suelson Diógenes de França Medeiros é escalado para jogo entre Potiguar de Mossoró x Corintians. Lenilson de Lima apita clássico ABC x Alecrim


Está definida a escala de arbitragem da sexta rodada do segundo turno do Campeonato Potiguar. A Federação Norte-rio-grandense de Futebol divulgou nesta quinta-feira que Suelson Diógenes de França Medeiros apita Potiguar de Mossoró x Corintians-RN, único jogo de sábado. Já o clássico entre ABC e Alecrim, no domingo, terá o comando de Lenilson de Lima.
Confira a escala:
Sábado
Potiguar de Mossoró x Corintians-RN
Estádio Edgarzão (Assú) - 17h
Arbitragem: Suelson Diógenes de França Medeiros; Francisco Jailson Fernandes da Silva e Leandro Lincoln Santos Neves
Domingo
ABC x Alecrim
Estádio Frasqueirão (Natal) - 17h
Arbitragem: Lenilson de Lima; Ubiratan Bruno Viana e Izac Márcio da Silva Oliveira
Santa Cruz-RN x Baraúnas
Estádio Iberezão (Santa Cruz) - 17h
Arbitragem: Andrielly Elkeitt de Oliveira; Vinicius Melo de Lima e Allan Lopes de Oliveira
Assu x América-RN
Estádio Edgarzão (Assú) - 17h
Arbitragem: Leandro Saraiva Dantas de Oliveira; Lorival Cândido das Flores e Jean Márcio dos Santos

Fonte/GloboEsporte

ASA passa pelo Santa-RN e enfrenta o Ceará na 2ª fase da Copa do Brasil


Com dois gols do zagueiro Tiago Garça, time alagoano vence em Arapiraca


O ASA garantiu vaga na próxima fase da Copa do Brasil. Jogando nesta quinta-feira em Arapiraca, o time alagoano sofreu, mas venceu o Santa Cruz-RN por 2 a 1 e fez jus à fama de carrasco dos potiguares. Neste ano, o Alvinegro já havia eliminado o América-RN e o ABC na Copa do Nordeste e manteve a escrita na competição nacional.
O destaque da partida foi o zagueiro Tiago Garça, autor dos gols dos donos da casa; o atacante Maurício Pantera descontou para o Santa. Na próxima fase, o ASA vai enfrentar o Ceará em dois jogos. O primeiro está marcado para quarta-feira (01), às 21h50m, em Arapiraca. O segundo ainda vai ser marcado pela CBF.
Novidade
Antes da partida, a direção do ASA anunciou o acerto com o técnico Ricardo Silva, ex-Botafogo-BA. e Vitória. O treinador, inclusive, assistiu ao jogo desta quinta no Estádio Coaracy da Mata Fonseca para observar a equipe.
Gols e expulsão na primeira etapa
ASA x Santa-RN, em Arapiraca (Foto: 7Segundos)Garça marcou os dois gols do Alvinegro
O jogo foi movimentado no primeiro tempo. Um pouco nervoso, o time do ASA errou muitos passes no início da partida e teve dificuldades para escapar da forte marcação do Santa.  A partir dos 15 minutos, os donos da casa encontraram mais espaços e intensificaram a blitz no campo ofensivo.
Aos 28 minutos, Chiquinho cobrou escanteio da esquerda e o zagueiro Tiago Garça venceu a disputa com a zaga potiguar para abrir o placar em Arapiraca. O gol fez o Santa acordar e sair mais para o jogo, mas sua missão foi dificultada pela expulsão do volante Romeu, que já havia recebido o cartão amarelo e interceptou a bola com a mão.
Mesmo com um homem a menos, o time potiguar aproveitou cochilo da defesa do ASA e empatou a partida aos 33 minutos, com Maurício Pantera, que arrematou após cobrança de escanteio executada pelo lateral Fernandes. O atacante venceu o goleiro Gilson após escorar o cruzamento.
Tiago Garça em dia inspirado
O ASA voltou para o segundo tempo com a faca nos dentes. Léo Gamalho logo testou Marcelo Galvão com uma bomba e carimbou a trave, aos 6 minutos. A pressão continuou e, aos 10 minutos, Tiago Garça marcou seu segundo gol numa cobrança de falta executada com perfeição, acertando o ângulo esquerdo da trave.
O Santa foi para o tudo ou nada e a partida ficou aberta em Arapiraca. Maurício Pantera desperdiçou uma boa oportunidade e, após tabela com Léo Gamalho, Didira também quase marcou para o ASA. Galvão fez uma bela defesa, salvando a equipe potiguar. Aos 41 minutos, o time alagoano quase ampliou com Chiquinho Baiano, que acertou um chute venenoso e viu a bola beijar o poste do Santa.
Nos minutos finais, a partida foi prejudicada pela chuva. Com o gramado encharcado, os times tiveram mais dificuldades para criar e o ASA garantiu a passagem para a próxima fase da competição nacional.
header as escalações 2 (Foto: arte esporte)
ASA - Gilson; Gabriel, Tiago Garça, Rafael Pedro e Chiquinho Baiano; Cal, Geovane (Rodrigo Dantas), Pedro Silva e Didira; Thallysson (Marcinho) e Léo Gamalho (Wanderson). Técnico: Moisés Lima.
SANTA CRUZ-RN - Marcello Galvão, Geovani, Romeu, Thiago; Fernandes, Leomir, Erivélton, Janeudo (Tiago Messias) e Luis Carlos; Alvinho e Maurício Pantera. Técnico: Roni Araújo.

Fonte/GloboEsporte

América-RN vence o Ji-Paraná e encara o Furacão na segunda fase


Gol alvirrubro foi marcado pelo atacante Tiago Adan, aos 41 minutos do segundo tempo. Próximo adversário do América-RN será o Atlético-PR


Tiago Adan marcou o gol da classificação do
América-RN contra o Ji-Paraná
Com um gol aos 41 minutos do segundo tempo, o América-RN venceu o Ji-Paraná por 1 a 0, em jogo realziado no Estádio Nazarenão, em Goianinha e conseguiu a classificação para a segunda fase da Copa do Brasil. Com essa vitória, o Mecão amplia sua invencibilidade e chega a marca dos 15 jogos sem derrota.
Tiago Adan, atacante do América-RN (Foto: Jocaff Souza) O gol da partida foi marcado pelo atacante Tiago Adan, após cobrança de pênalti de Netinho. A bola bateu na trave e voltou nos pés do atacante, que chutou forte para classificar o time alvirrubro. Com a classificação, o Mecão agora enfrenta o Atlético-PR na segunda fase da Copa do Brasil.
O jogo
Em busca da classificação para a segunda fase da Copa do Brasil, América-RN e Ji-Paraná fizeram um jogo bastante acirrado, com muitas jogadas pelas laterais do campo. No início do jogo, quem teve o primeiro lance perigoso foi o time rondoniense. Tabelinha entre os atacantes Sthanner e Rafael Pato, mas a bola foi para fora.
O alvirrubro potiguar respondeu aos seis minutos, também com a dupla de atacantes. Cruzamento de Índio Oliveira para Itamar, que arriscou uma bicicleta, mas a bola passou longe do gol de Diego.
Mesmo com a vantagem no confronto, por ter vencido o jogo da ida por 1 a 0, em Ji-Paraná, o América buscou diversas jogadas no ataque. Aos 14 minutos, o meia Cascata fez uma boa jogada na entrada da área, mas quando tentou o passe para Itamar, a defesa do Ji-Paraná fez um bom corte.
Aos 20 minutos, outra jogada do ataque americano animou os torcedores no Estádio Nazarenão, em Goianinha. Itamar foi até a linha de fundo e tocou para Cascata. O camisa 10 alvirrubro tentou encobrir o goleiro Diego e, por pouco, não fez um golaço.
O Ji-Paraná respondeu aos 22 minutos. Em jogada pelo lado direito, o atacante Sthanner ganhou a disputa contra o zagueiro Edson Rocha e chutou forte. Dida fez a defesa e mandou a bola para o escanteio.
Contudo, a jogada mais perigosa no primeiro tempo foi do América. Aos 36 minutos, o atacante Itamar fez boa jogada individual, driblou três marcadores e ficou cara a cara com o goleiro Diego, que fez uma excelente defesa.
Jogo traumático
No segundo tempo, o Mecão se valeu do mando de campo e realizou um bombardeio na defesa do Galo rondoniense. Logo aos três minutos, Itamar recebeu bom passe, mas chutou fraco.  Aos oito minutos, foi a vez de Índio Oliveira. O jovem atacante se livrou da marcação, mas quando foi finalizar a jogada a defesa rondoniense mandou para fora.
Com o time todo na retaguarda, o Ji-Paraná se lançou ao ataque apenas com o Sthanner. Aos 12 minutos, o atacante arrancou com a bola e só foi parado com falta. No lance, o meia Daniel, do América, recebeu o cartão amarelo.
Devido a pressão alvirrubra, o técnico Luiz Otávio, do Ji-Paraná, fez uma aposta ousada. Aos 18 minutos, o treinador jogou todas as cartas e substituiu o zagueiro Nielsen pelo atacante Arthur, ficando com somente um zagueiro de ofício em campo. Logo em seguida, colocou outro atacante, Raul, no lugar de Leandro Montebeler.
A mudança surtiu efeito e o Galo rondoniense quase marcou o gol aos 20 minutos. Após boa troca de passes entre Arthur e Sthanner, o Ji-Paraná teve a grande chance de abrir o placar, mas o zagueiro Índio fez o corte e ficou com a bola.
Aos 21 minutos, foi o América que por pouco não marcou o seu gol. Índio Oliveira mandou um chutaço, mas o goleiro Diego fez uma grande defesa e mandou a bola para a linha de fundo. A pressão alvirrubra começou a assustar o goleiro do Ji-Paraná. Aos 24 minutos, Renatinho Potiguar cobrou uma falta para a área e Diego deixou a bola escapar.
A partir dos 25 minutos, o jogo ficou traumático. O América dominou plenamente a partida e colocou todo o time no campo de jogo do Ji-Paraná. O atacante rubro Índio Oliveira, em dois lances, chutou ao gol adversário, mas o goleiro Diego ficou com a bola nas duas vezes.
Gol da classificação
O técnico Roberto Fernandes queria mais pressão no jogo e mudou seu ataque, trocando Índio Oliveira por Tiago Adan. No primeiro lance em jogo, Adan recebeu um passe de Norberto, mas a defesa do Ji-Paraná afastou para fora.
Na sequência, o meia Daniel foi derrubado na área e o juiz asinalou o pênalti. Na cobrança, Netinho mandou a bola na trave. No rebote, Tiago Adan encheu o pé para marcar o gol da vitória, que garantiu o América na segunda fase da Copa do Brasil.

Fonte/GloboEsporte

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Cinco jogadores no Departamento Médico alvinegro

A semana do clássico diante do Alecrim, marcado para o domingo (28), no estádio Frasqueirão, segue bastante movimentada para os médicos e fisioterapeutas abecedistas. Isso porque cinco jogadores estão entregues ao Departamento Médico, em tratamento intensivo.
Além do lateral-direito Raulen e o volante Edson, que estão no Departamento Médico há algum tempo, o volante Bileu, o meia Jean Carioca e o atacante Vanderlei se reapresentaram após o clássico contra o América lesionados e estão sob os cuidados dos profissionais alvinegros.
Os cinco atletas estão realizando tratamento nos três períodos e passam por avaliações diárias para saber se possuem condições de voltar aos trabalhos.
A boa notícia é que o lateral-direito Renato, que também estava entregue ao DM, e aumentava ainda mais a lista dos machucados, foi liberado e já treinou normalmente com o elenco na tarde desta quarta-feira (24).

Fonte/ABC

Brasil vence o Peru e fica próximo de vaga no Mundial sub-17




O Brasil ficou próximo da classificação para o Mundial sub-17 ao vencer por 2 a 1 o Peru, nesta quarta-feira, na Argentina, pelo Sul-americano da categoria. Com gols marcados por Kennedy e Evandro, no segundo tempo, os brasileiros chegaram a oito pontos e se igualaram a Venezuela na classificação. A seleção fica atrás dos venezuelanos nos critérios de desempate.

A partida não foi boa tecnicamente, com as duas equipes errando muito, principalmente nas finalizações. O primeiro gol da vitória brasileira saiu aos oito minutos do segundo tempo, em bela cobrança de falta de Kennedy. Já o segundo veio aos 40 minutos, com Evandro. Quatro minutos depois, Garcés diminuiu para os peruanos e deu números finais ao jogo.

Na última rodada do hexagonal final, no domingo, o Brasil terá pela frente o Paraguai, que ainda enfrenta a Argentina, nesta quarta-feira. Antes do jogo entre Brasil e Peru, Uruguai e Venezuela ficaram no empate por 1 a 1.

O jogo

O Brasil começou buscando tomar a iniciativa do confronto e quase abriu o placar logo com três minutos. Após cruzamento de Jéfferson pela direita, Kennedy pegou de primeira, cruzado, mas viu a bola ir para fora. No entanto, o lance fez com que o Peru acordasse e passasse a avançar com perigo, principalmente nos chutes de Garcés.

Depois do início movimentado, o duelo caiu de rendimento. Tanto Brasil quanto Peru erravam muito e não levavam perigo ao gol adversário. Quando conseguiam finalizar, os jogadores das duas seleções não acertavam perto da meta.

Na parte final do primeiro tempo, o Brasil intensificou os avanços e melhorou, mas seguiu sem levar perigo, principalmente pelas seguidas faltas dos peruanos. Assim, o jogo foi para o intervalo sem que o placar fosse mexido em La Punta.

Na etapa final, os brasileiros voltaram com mais vontade em busca do gol. Não demorou muito para que a seleção abrisse o placar. Aos oito minutos, Kennedy cobrou falta com categoria, sem chance para o goleiro Juniors Barbieri. O atacante fez seu quarto gol na competição.

Mesmo depois do gol, o Brasil seguiu melhor na partida e pressionando o Peru em busca do segundo gol. No entanto, os jogadores brasileiros pecavam na hora das finalizações.

Somente aos 40 minutos a seleção chegou ao gol, com Evandro. Nos minutos finais, o Peru marcou, aos 44 minutos, com Garcés, dando números finais ao confronto.
 
Fonte/ESPN

Vaiado, Brasil empata com o Chile e ouve 'olé' da torcida no novo Mineirão


No último teste antes da divulgação da lista final para a Copa das Confederações, a seleção brasileira patinou. Nesta quarta-feira, a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari empatou com o Chile por 2 a 2, em Belo Horizonte, no primeiro contato com o torcedor brasileiro em uma arena de Copa do Mundo. O time canarinho mostrou que precisa de muitos ajustes, ouviu gritos de 'olé' quando os rivais estavam com a bola, e vaias. Muitas vaias.
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O Mineirão, apesar do saldo positivo, também precisa melhorar para o torneio, que será disputado no Brasil entre 15 e 30 de junho, e para a competição de 2014. Não foram poucos os problemas apresentados no evento-teste.
Se em campo o time de Felipão pecou nos erros de passes e nas falhas de posicionamento, o Mineirão apresentou problemas já na chegada do torcedor. A dificuldade para vencer o engarrafamento foi grande. Com muitas ruas próximas à arena interditadas, o mineiro precisou ter paciência para se deslocar até o estádio ou para casa. Tudo numa quarta-feira de trabalho.
O acesso ao estádio estava bem tranquilo até minutos antes do pontapé inicial. Filas se formaram nas entradas da arena e os portões foram abertos para facilitar o escoamento. O problema é que muitos torcedores entraram por setores distintos aos dos ingressos adquiridos, provocando tumulto em muitas áreas do estádio.
De um lado o Mineirão foi testado nos padrões Fifa. Do outro, a Seleção diante de seu torcedor, que apresentou características distintas a cada momento da partida com vaias e aplausos para os jogadores de Cruzeiro e Atlético-MG (Dedé, Réver, Ronaldinho e Marcos Rocha). Certo mesmo é que a convocação final de Felipão para a Copa das Confederações acontecerá no dia 14 de maio. A equipe iniciará a preparação para o torneio no dia 27, no Rio de Janeiro.
Antes da partida começar, a paixão das torcidas de Atlético-MG e Cruzeiro já falava mais alto no Mineirão. Na escalação dos jogadores, gritos para Dedé, da Raposa, e Réver, Ronaldinho Gaúcho e Marcos Rocha, do Galo. Todos tiveram tratamento diferenciado, mas Réver e R10 foram os mais exaltados e vaiados pelos cruzeirenses.
No hino nacional, outra curiosidade. Os celestes cantaram com mais entusiasmo o trecho “a imagem do cruzeiro resplandesce”. A briga pelos gritos nas arquibancadas também foi um espetáculo à parte no Mineirão. Quando cruzeirenses entoavam seus cânticos, os atleticanos vaiavam, e vice-versa. Fruto da enorme rivalidade em Belo Horizonte.
mosaico Brasil Chile amistoso Mineirão (Foto: Editoria de Arte)
Zagueiro do Fla abre o marcador para o Chile
A bola rolou, e outra disputa ficou clara. Quando um atleta do Atlético-MG errava, os cruzeirenses vaiavam. E foi assim nos minutos iniciais da partida. Ronaldinho Gaúcho era o mais perseguido. Bastava errar uma bola e os apupos apareciam no Mineirão.
Ficou clara também a marcação individual que Jorge Sampaoli colocou em cima de Neymar. Álvarez colou no camisa 11 para conter os avanços da estrela da Seleção. Abusou algumas vezes dos lances mais ríspidos, mas também superou o atacante do Santos em outras oportunidades.
E para surpresa geral no estádio, aos sete, o Chile abriu o marcador. Após cobrança de falta da esquerda, Dedé se enrolou com o goleiro Diego Cavalieri e a bola sobrou para Cortés, que não conseguiu cabecear para o gol. A bola sobrou no alto, González, zagueiro do Flamengo, ganhou de Réver e testou: 1 a 0.
Com a torcida impaciente, o Brasil estava perdido em campo. E o Chile pressionou ainda mais. Aos 12, Dedé deu bobeira e Mena tomou a bola. O jogador avançou da intermediária até a área da Seleção e, cara a cara com Cavalieri, tentou bater rasteiro, mas o arqueiro fez ótima defesa.
Três minutos depois, o Brasil teve chance de igualar o placar. Jadson recebeu na entrada da área e bateu cruzado. A bola estourou na trave direita chilena. Na sobra, Ronaldinho foi travado na hora do chute. Parecia que o time canarinho passaria a dominar as ações. Mas ficou no quase.
Réver gol Brasil amistoso Chile (Foto: AP)
Réver gol Brasil amistoso Chile (Foto: AP)
Réver empata e incendeia o Mineirão... Do lado do Galo
O Chile quase fez mais um no lance seguinte. Aos 22, Vargas fez boa jogada pelo lado direito e cruzou para Rubio. O atacante tentou de bicicleta e a bola passou rente à trave de Diego Cavalieri. Mesmo pecando nos passes e deixando o Chile comandar as ações, o Brasil chegou ao empate após cobrança de escanteio de Neymar. Aos 24, Réver se antecipou aos zagueiros e cabeceou para deixar tudo igual no Mineirão. Festa da torcida do Atlético-MG, que ovacionou o zagueiro.
O mesmo Réver saiu jogando mal pouco depois, deu a bola nos pés de Meneses, e ainda cometeu pênalti no atacante. Lance ignorado pelo árbitro Carlos Amarilla.
Em seguida, quando Neymar recebeu dentro da área, depois de ótima jogada de Jean, e isolou, a torcida perdeu a paciência de vez, e xingou o jogador. No fim da etapa incial, vaias ao Brasil.
Olé para o Chile, e Neymar artilheiro e 'pipoqueiro'
Alexandre Pato e Henrique voltaram a campo nos lugares de Leandro Damião e Dedé. Frustração cruzeirense, que perdeu seu "Mito", e testes de Felipão, que ainda tem lacunas a preencher na convocação para a Copa das Confederações.
Na primeira oportunidade que teve, o jogador do Corinthians protagonizou uma espécie de quadrado mágico. Recuperou a bola e tocou para Ronaldinho. Dele para Jadson, que, num belo passe, achou Pato em profundidade. E aí foi um show de solidariedade. O atacante poderia fazer o gol, mas preferiu dar um presente a Neymar, que marcou o segundo e agradeceu.
O Chile esboçou entregar os pontos diante de uma seleção brasileira que, finalmente, conseguia controlar a partida com Jadson e Ronaldinho mais próximos. Mas foi só um esboço. Um conhecido do futebol nacional voltou a equilibrar o duelo.
Eduardo Vargas, do Grêmio, ajeitou para o pé direito e acertou um belíssimo chute no canto esquerdo de Cavalieri. E a torcida, que estava animada e cantando o tradicional "sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor", voltou a chiar.
Por testes ou cansaço, os técnicos mexeram mais, e o jogo perdeu em qualidade. No Chile, entraram Fuenzalida, Muñoz e o ex-palmeirense Figueroa. Felipão colocou Fernando, Osvaldo e o atleticano Marcos Rocha - para sua torcida voltar a delirar - nos lugares de Ralf, Jadson e Jean.
Desentrosadas, as equipe criaram menos ainda. Era tudo na base da correria, sem muita organização. Foi assim que Osvaldo, em lance individual, sofreu pênalti de Mena, e o árbitro paraguaio mandou seguir. Depois, Leal foi expulso por entrada dura em Fernando.
Frustração para os 53.331 torcedores que pagaram ingresso, e geraram uma renda de mais de três milhões de reais na primeira vez em que o Brasil atuou num estádio da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2014. E geraram também um sonoro "olé" durante as trocas de passes do Chile. E uma vaia estremecedora ao time de Felipão, que terminou nos gritos de "Neymar pipoqueiro".
Um teste que deixou ressalvas ao Mineirão, e reprovou a Seleção.


Fonte/ Leandro Canônico e Márcio Iannacca
Globo Esporte / Belo Horizonte