quarta-feira, 14 de julho de 2010

ASA perde com gol aos 45 minutos da segunda etapa


Esperava-se casa cheia, apesar do horário do início do jogo (21h50). Esperava-se atuação de alto nível, haja vista os 37 dias de treinos, descanso e regime de concentração. Que nada. Pouco mais de 3,8 mil alvirrubros foram aos Aflitos para conferir o duelo entre Náutico e ASA, mesmo depois de quase dois meses sem futebol. Entretanto, o time alvirrubro cumpriu a principal missão.

O Náutico venceu o adversário por 2 x 1, com gol aos 45 minutos da etapa final. De quebra, contou com resultados favoráveis dentro da rodada da Série B. Agora, o Timbu é o líder isolado da competição, com 17 pontos, um á frente do vice-lugar Figueirense.

Os times pareciam ter revezado os momentos de pressionar o adversário. Durante a primeira metade da etapa inicial, o ASA criou as principais chances de gol. Todas a partir do veloz e habilidoso meia Cleiton. Todas esbarradas em Glédson. Aos 27 minutos, o Náutico começou a se impor. O centroavante Geílson tabelou com o meio-campista João Henrique e chutou forte. O goleiro Paulo Musse defendeu, a bola se chocou com o travessão.

Um erro de arbitragem para cada lado prejudicou ambos os times. O árbitro deixou de marcar pênalti claro aos alvirrubros. O assistente assinalou impedimento inexistente em perigoso contra ataque dos alvinegros.

Aos 34 minutos, o atacante Cristiano perdeu o primeiro dos inúmeros gols desperdiçados do Timbu. Recebeu passe dentro da área e chutou sem direção. Oito minutos depois, o jogador se redimiu. Após excelente jogada individual, Geovanni acertou cruzamento certeiro para o igualmente preciso cabeceio de Cristiano: 1 x 0.

Comemoração com cambalhota e desabafo durante o intervalo. "Não marco gol há mais de um ano", revelou o atleta, recém-contratado junto ao Atlético-MG.

Segundo tempo
As ausências de Carlinhos Bala (dispensado), Bruno Meneghel e Evando (ambos lesionados) se fizeram evidentes durante o segundo tempo. O Náutico não encontrou dificuldades para chegar ao ataque. Mas faltaram tato, objetividade, habilidade, faro de gol, "carinho com a bola".

Para piorar a situação, o time (é verdade, acreditem!) caiu de rendimento com a saída do lateral-direito César Prates, contundido. Sem peça para repor, o treinador Alexandre Gallo "queimou" o volante Márcio Tinga. Uma "fogueira danada", responsável por ampliar a impaciência do torcedor.

Com defesas milagrosas, Glédson poderia ter se sagrado herói da então vitória timbu. Contudo, aos 17 minutos, o arqueiro protagonizou lance digno da vinheta "Jabulaaani", narração de Cid Moreira, popularizada durante a Copa do Mundo. O lateral-esquerdo Magal cruzou fraco, o camisa 1 alvirrubro "bateu roupa", e o atacante Júnior Viçosa aproveitou a lambança e empatou o duelo: 1 x 1.

A partir daí, sucedeu-se a enxurrada de gols perdidos do Náutico. Da cabeça de Wescley e dos pés de Thiago Marim e Zé Carlos.

Mas o lateral-esquerdo Zé Carlos não quis deixar os Aflitos como vilão. Quando a torcida ameaçou deixar o estádio, cabisbaixa com o frustrante empate, o atleta brilhou. Demorou quase um minuto após o apito do juiz para cobrar a falta. Bateu rente à barreira. Aproveitou a sobra e mandou a "bomba" para o fundo das redes. Golaço: 2 x 1. Vitória, liderança... e alívio.

Ficha do jogo

Árbitro: Wladyerisson Oliveira
Assistentes: Francisco Feitosa e Francisco Aquino

Náutico: Glédson; César Prates (Tinga), Walter, Wescley e Zé Carlos; Rodrigo Pontes, Ramirez, João Henrique e Giovanni (Tiago Marim); Cristiano (Tiaguinho) e Geílson. Técnico: Alexandre Gallo

ASA: Paulo Musse; Éverton (Sílvio), Plínio e Cal; Marcos Tamandaré (Maizena), Magal, Audálio, Cleiton, Didira (Luiz Mário) e Jota; Júnior Viçosa. Técnico: Vica

Fonte: folhape

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