Aos 29 anos, Dado Cavalcanti começa a ganhar reconhecimento fora do Estado. Apesar de novo para a profissão que escolheu, o técnico do América/RN viu o seu trabalho ser reconhecido. Mesmo com o rebaixamento da equipe alvirrubra, os dirigentes potiguares quiseram contar com o trabalho dele na próxima temporada, tanto que renovaram o vínculo dele até o final de 2011.
O curioso é que Dado Cavalcanti não teve o seu trabalho reconhecido quando comandou o Santa Cruz. Depois de pegar a Cobral Coral e classificá-la para a Série D, o comandante foi dispensado após a derrota para o CSA, por 1x0, no Arruda, na estreia da equipe na Quarta Divisão.
"Não guardo mágoa pelo que aconteceu. Fui transparente na oportunidade (pediu desligamento após saber que o então presidente Fernando Bezerra Coelho queria a sua saída). Não tive problemas com Raimundo (Queiroz), ele até foi no hotel quando fui jogar em Goiânia. Mas com o presidente realmente eu não tinha muito contato", declarou Dado Cavalcanti, que gostaria de ter encarado o desafio até o final. "Tinha feito muitos planos para o Santa Cruz, gostaria de ter disputado o campeonato e quem sabe subido com a equipe", comentou.
Segundo o treinador, a passagem pelo Arruda serviu de experiência. Ao assumir o América/RN na reta final da Série B - faltavam dois meses e meio para o término da competição - os alvirrubros não se encontravam em campo e foi preciso muito trabalho psicológico. Em 21 jogos, a equipe potiguar havia vencido apenas duas vezes e nenhuma delas foi no Machadão, em Natal. "O primeiro problema foi a auto-estima, a motivação era muito baixa, o resultado não vinha, era preciso buscar um padrão de jogo. Para você ter uma ideia, 87 jogadores passaram pelo América/RN, era preciso buscar um identidade", disse.
Houve até quem estranhasse o fato de Dado Cavalcanti assumir uma equipe que estava na lanterna da Segunda Divisão. Na base de muita luta, o técnico trouxe as vitórias de volta ao clube, que chegou à última rodada com a possibilidade de escapar do rebaixamento. "Foi uma pena a permanência não ter vindo, mas meu trabalho foi visto com bons olhos. Consegui, de certa forma, ser lembrado e reconhecido pelo que fiz. Infelizmente, o resultado não veio, pois a equipe foi rebaixada. Comparando com o trabalho dos outros treinadores, fui melhor do que eles, deixando feliz a direção e os torcedores. Esse rebaixamento me deixou com uma dívida e espero retribuir em 2011", afirmou.
Fonte: Folhape
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