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Natural de Natal, Eugênio começou a se envolver com o futebol nas peladas que jogava no bairro de Candelária. Com poucos interessados em seguir a carreira de goleiros, ele conta que levava bronca do pai por, ainda criança, jogar com adultos. "Eu sempre me interessei em ser goleiro, nunca quis ser jogador de linha. Eu ficava direto jogando. Aí o pessoal me entregava pro meu pai quando eu estava jogando com os adultos. Ele ia lá e me puxava pela orelha. Mas quando ele dava uma brecha eu voltava".
Com um talento natural em baixo das traves, o ex-jogador seguiuo conselho de um primo e foi fazer testes no América. Em 1976, aos 13 anos, ele foi aprovado e começou uma trajetória de muitas conquistas pelo alvirrubro. Só nas categorias de base ele foi quatro vezes campeão estadual, em 1976 (infantil), 1979 (Juvenil) e de 1979 a 1981 (juvenil). Já no profissional, fazia parte do grupo que levou a taça em 1981. A sua estreia aconteceu em 1983, quando foi eleito a revelação da competição. Já como titular, foi campeão em 1987, 1988, 1989, 1991 e 1992.
Mas para conseguir todos os títulos e entrar para a história do rubro, que o levou a ser apelidado pela crônica esportiva da época de "São Eugênio", o natalense lembra que passou por momentos complicados, principalmente por ser um jogador da terra. "Infelizmente isso sempre aconteceu. Os clubes não valorizam os atletas da região. Foi muito complicado para mim conseguir chegar aos profissionais e ser titular. Se não fosse minha força de vontade eu teria desistido no meio do caminho", recordou.
Com a histórias construída dentrodo América, ele saiu do clube em 1995, nesse meio tempo tinha defendido o Fluminense/BA, onde foi vice campeão brasileiro da Série C em 1992 e o Ceará/CE. O seu último clube foi o Potiguar de Mossoró, onde se aposentou em 1997, aos 34 anos.
Ajudando a revelar os novos "Eugênios"
Com o fim da carreira como jogador profissional, Eugênio rapidamente arrumou uma novo ocupação. Foi convidado pelo próprio Potiguar de Mossoró para ser o preparador de goleiros da equipe, cargo prontamente aceito. Foram mais dois anos em Mossoró. Em 2002 veio o convite do treinador Pedrinho Albuquerque para ser o preparador de goleiros do ABC, maior rival do clube que defendeu por quase duas décadas.
"Quando cheguei no ABC eu pensei que não iria ficar muito tempo, principalmente pela ligação que tinha com o América. Mas estava enganado. Fiquei quase nove anos no clube. Fui campeão estadual algumas vezes e também participei de um acesso". Eugênio guarda uma recordação especial de um goleiro que ele treinou. "Eu trabalhei diretamente com o Welligton até ele chegar aos profissionais. Depois ele foi campeão brasileiro da Série C. É um motivo de orgulho, mas me entristece que ele hoje não esteja jogando, pois ele tem muito talento". Depois de sair do ABC, ele passou a fazer um trabalho dedicado exclusivamente a nova geração de camisas um do futebol do Rio Grande do Norte, na escolinha do Clube dos Empregados da Petrobrás (CEPE). "Estou trabalhando diretamente com aproximadamente 40 garotos que querem seguir a carreira de goleiro. São jovens de 6 até 15 anos. Estou trabalhando para que eles possam buscar espaço em um clube grande. Já tenho um que vai jogar no Paraná/PR".
Fonte/DNOnline

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