O diretor executivo de futebol do América, Leandro Sena, pediu
afastamento do seu cargo. O ex-jogador já foi ídolo dos gramados e
estava na função há cerca de 10 meses. De acordo com a carta divulgada
por Leandro Sena, o afastamento aconteceu por conta de "diferenças de
pensamento, de postura, de valores".
Confira a nota divulgada pelo ex-jogador:
Por meio desta carta, comunico o meu desligamento do cargo de diretor de futebol do América.
Agradeço profundamente o convite, porque tenho uma visão de esperança
nas questões referentes à profissionalização e crescimento do futebol do
Rio Grande do Norte. Confio na capacidade do senhor presidente Alex
Padang, um homem comprometido com o América Futebol Clube, e nos demais
diretores dessa instituição, que ao longo dos anos aprendi a amar e
respeitar.
Meu pedido de exoneração se dá por uma questão de obediência aos meus
valores, ética, moral e às minhas opiniões sobre o futebol, essa paixão
que cultivo desde meus 16 anos, quando atuei como jogador no meu
primeiro time, o Clube de Regatas do Flamengo.
Cito aqui o psicólogo e escritor Augusto Cury: “O Sonho da igualdade só
cresce no terreno do respeito pelas diferenças”. E foram diferenças de
pensamento, de postura, de valores, que me fizeram tomar essa decisão.
Divergências que me impediram de prosseguir no clube, mas jamais de
torcer e de ter respeito pelo presidente Alex Padang, bem como seus
colaboradores.
Agradeço também à imprensa, aos colegas de profissão, aos jogadores,
comissão técnica, administração, enfim, a todos os funcionários do
América e aos torcedores que acreditaram em mim e me incentivaram
durante todo o período nesta função.
Nesses 10 meses como diretor executivo de futebol do América, aprendi e
cresci de forma pessoal e profissional, atuando com o máximo de empenho e
dedicação ao clube.
Mas o fato de não poder permanecer no cargo não me impede de continuar
contribuindo com o crescimento do América e do futebol do Rio Grande do
Norte. Serei sempre um torcedor, um operário pela profissionalização e
pela ética no futebol.
Respeitosamente,
Leandro Sena
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