Filha do ex-piloto de F1 Emílio de Villota, María seguiu os passos do pai e também chegou à categoria máxima do automobilismo, como pilota de testes da Marussia.
A mulher se tornou exemplo de superação ao dar a volta por cima após um gravíssimo acidente sofrido em julho de 2012 durante um teste aerodinâmico na base aérea de Duxford, no Reino Unido. Na ocasião, o carro que ela conduzia acelerou subitamente enquanto ela parava e se chocou contra a rampa de carregamento de um caminhão que estava estacionado à beira da pista.
De Villota foi internada em estado gravíssimo e fez diversas cirurgias no crânio, além de ter perdido o olho direito, o olfato e o paladar, mas conseguiu se recuperar. A pilota lançaria, na próxima segunda-feira, o livro “A vida é um presente”.
De acordo com a imprensa espanhola, não havia sinais de violência, tampouco medicamentos ou drogas junto ao corpo, e uma autópsia ainda será conduzida para esclarecer as causas da morte. A hipótese mais considerada no momento aponta para "causas naturais".
No Facebook, a família da pilota publicou a seguinte nota: “Caros amigos: María nos deixou. Ela teve de ir para o céu, como todos os anjos. Somos gratos a Deus pelo ano e meio a mais que Ele a deixou conosco.”
Em entrevista no mês de abril, De Villota comentou sobre a recuperação e, emocionada, afirmou: “Venci a corrida da minha vida.” Meses antes, na primeira aparição pública que fez após o acidente, a espanhola contou detalhes de quando saiu do coma e compreendeu o que havia acontecido e as sequelas provocadas pela tragédia.
Ao longo da carreira, María competiu em diversos certames, incluindo a F3 Espanhola, Ferrari Challenge, WTCC, Campeonato Espanhol de GT e a F-Superliga. Em 2013, ela vinha atuando na Comissão de Pilotos da FIA, ao lado de nomes como Emerson Fittipaldi, Sébastien Loeb e Nigel Mansell.
Nenhum comentário:
Postar um comentário