Dunga enfrenta o desafio de fortalecer a base sobre a qual tenta reerguer o futebol pentacampeão

A seleção fez na tarde de quarta-feira um treino fechado no local da partida — a imprensa só teve acesso aos 15 minutos finais — e Dunga não adiantou o time:
— Não confirmo nada. O colete (de titular) é uma mera distribuição de posições. Quem está dentro não deve se sentir seguro, quem está fora não deve se sentir fora. Todos devem estar preparados.
O treinador disse já ter uma base definida para a disputa da Copa América, no meio do ano, no Chile, por sinal adversário do Brasil no domingo, em Londres:
— Precisamos ter mais de uma opção para cada posição, formar uma base forte.
Na terça-feira, Dunga pôs Roberto Firmino, do Hoffenhaim da Alemanha, para fazer dupla com Neymar. Firmino fez o gol da vitória de 2 a 1 sobre a Áustria no final do ano passado. O jogador diz estar vivendo um sonho, mas não quis confirmar se vai começar a partida, o que deve acontecer.
— O Dunga só me deu o colete. O jogo é amanhã (hoje), vou esperar. Ontem, ele me disse para me movimentar sempre e procurar me aproximar dos outros companheiros para facilitar a troca de passes.
'EMOTIVOS, TODOS SOMOS'
O retorno de Thiago Silva, que será titular pela primeira vez com Dunga, é uma outra atração da partida. O jogador, ídolo do Paris Saint-Germain, não é mais o capitão da seleção, como aconteceu na Copa. Hoje, a braçadeira está com Neymar. Dunga está tranquilo quanto ao aspecto emocional do zagueiro, que deu o que falar durante o Mundial.
— Acreditamos nele, na sua capacidade técnica. Emotivos, todos somos, principalmente os latinos. O mais importante é saber controlar nossa emoção nos momentos de maior pressão — explicou o treinador.
Sobre a final de 1998, Dunga prefere guardar na memória os bons momentos:
— O que fica na cabeça é o estádio lotado, a festa, a adrenalina do jogo. Perder sempre dói, e muito, principalmente em uma Copa do Mundo. Mas, em 1990, doeu mais, pelo menos em mim. Toda a responsabilidade foi jogada nas minhas costas. Até hoje é assim.
O técnico francês Didier Deschamps, que disputará hoje sua quinta partida, como jogador ou técnico contra a seleção brasileira, não vê o Brasil em crise, apesar do que aconteceu na Copa do Mundo.
— Não se pode dizer que o Brasil fracassou em seu Mundial, pois chegou até a semifinal. A derrota para a Alemanha por 7 a 1 foi traumatizante, concordo, mas desde então, a seleção mudou bastante. Assisti a todos os jogos e vi coisas muito boas, principalmente muita qualidade ofensiva — observou o francês.
Fonte/OGlobo
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