quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Eliel Tavares busca ‘consenso’ para chegar à presidência do América


Diretor de futebol quer ocupar cargo através de um consenso do conselho do clube. Eleições ocorrem no final de outubro




Eliel demonstra sua tendência à um gestão movida pelo diálogo (Foto: Wellington Rocha/PortalNoAr)
Eliel demonstra sua tendência à um gestão movida pelo diálogo (Foto: Wellington Rocha/PortalNoAr)
À medida em que se aproxima a eleição para a presidência do América, que ocorrerá no final de outubro, aumenta a expectativa para que os prováveis candidatos oficializem suas  campanhas. O atual gestor, Hermano Morais, desistiu de concorrer ao cargo e parece ter limitado a uma eventual disputa ao diretor de futebol Eliel Tavares e o conselheiro Beto Santos. O problema é o vocabulário de Eliel, ao menos por enquanto, não traz essa palavra, já que o dirigente garante só assumir a função se vier pelo consenso.
“Não quero disputar eleição. Só assumo o cargo diretivo do América se houver consenso. Caso o Conselho ache que eu mereço ser presidente, estou à disposição”, declara.
O dirigente, inclusive, já havia sido especulado na eleição passada, mas acabou sem a aprovação de membros importantes da alta cúpula de conselheiros americanos com a justificativa da falta de experiência. Gustavo Carvalho acabou eleito.
A falta de experiência não pode mais ser considerada um empecilho para uma possível candidatura de Eliel. Agora, o empresário acumula bagagem como diretor de futebol e está sempre presente nas decisões tomadas pelo clube. O dirigente considera que tem feito o possível para exercer bem sua função e se mostra disposto a presidir o Alvirrubro.
“Se não tenho feito um trabalho de excelência, mas estou dando o meu melhor. Se eu for presidente, vou ajudar o América. Se eu não for, apoiarei quem seja”, declara. O dirigente repassa o perfil que considera ser útil ao clube atualmente, no qual diz se encaixar: “O presidente tem que ser administrador e gestor. Tem que ter boas articulações”.
A grande dificuldade
Eliel Tavares está consciente do momento difícil que vive o América após a eliminação precoce na Série C. Fora da competição nacional ainda na primeira fase, a falta de receita é vista pelo dirigente como a grande dificuldade que o novo mandatário deve encontrar.
“A falta de dinheiro será a grande dificuldade para qualquer um que assuma o cargo de presidente”, afirma. Com firmeza, o advogado demonstra sua intenção caso chegue ao cargo máximo americano: “Só pra ter o status de presidente, não saiu do meu escritório. Só sairei daqui pra presidir o América, se eu puder contribuir”.
Questionado sobre qual seria seu primeiro passo caso chegasse à presidência do América, Eliel demonstrou sua tendência à um gestão movida pelo diálogo e afirmou: “o primeiro passo caso chegue à presidência, será conversar com todos os departamentos do clube”.
Paixão alvirrubra
“Desde criança ouvia os jogos do América em João Câmara, pelo rádio”, dessa forma Eliel Tavares conta sobre o nascimento da sua paixão pelo Alvirrubro e fez questão de afirmar o sentimento pela equipe. O dirigente se orgulha de ter saído das arquibancadas para trabalhar no clube: “Cheguei ao clube como conselheiro, algo que todo torcedor quer se tornar e me tornei. Eu amo o América”.
No tão aguardado ano do centenário americano, o clube não conseguiu o seu principal objetivo – de voltar a Série B -, o que gera pressão aos dirigentes por parte da torcida. Eliel diz que o sofrimento da diretoria é ainda maior por sofrer com o tropeço e com as cobranças.
“Às vezes a torcida não consegue entender. Culpa a diretoria pela eliminação na Série C. Mas talvez, o nosso sentimento de tristeza seja duplicado. O torcedor é emoção. O dirigente passa sufoco, cobrança toda hora”, afirma.
Fonte/NoAr

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