A segunda edição do Grande Prêmio da Rússia pode, hoje, marcar a conquista do bicampeonato dos construtores para a Mercedes. Com Lewis Hamilton cada vez mais perto do tricampeonato entre os pilotos, e embalado pela vitória no Japão há duas semanas, a escuderia alemã precisa somar três pontos a mais que a Ferrari para garantir o feito. A prova tem largada marcada para às 8 horas da manhã, no horário de Brasília. A previsão indica tempo instável, e temperaturas amenas durante a prova.
clayton de souza
Lewis Hamilton briga pela conquista, com Rosberg também na disputa por pilotos na temporada
Lewis Hamilton briga pela conquista, com Rosberg também na disputa por pilotos na temporadaNo ano passado, a Mercedes também conquistou antecipadamente o título de construtores em Sochi. Na prova que colocou a Rússia no mapa da Fórmula 1 pela primeira vez na história, Hamilton foi o grande destaque: liderou os treinos livres, largou na pole e venceu de ponta a ponta. Rosberg foi segundo em mais uma dobradinha dos carros prateados.
O circuito de Sochi possui duas longas retas, e em tese favorece as equipes com motor Mercedes, mas os progressos recentes da Ferrari a colocam como séria candidata a um lugar no pódio. Vale notar que na única corrida do ano em que Mercedes não foi dominante, foi em Cingapura, e entre as principais razões para tal, foram apontadas a dificuldade de lidar com os pneus supermacios e um asfalto muito pouco abrasivo. Estes dois fatores estão novamente presentes em Sochi.
Dirigente da Mercedes, o ex-campeão Niki Lauda expressou preocupação com o desempenho de sua dupla de pilotos neste final de semana. “Minha preocupação é que a próxima corrida em Sochi tem o mesmo tipo de asfalto de Cingapura. Então temos que trabalhar duro e nos manter competitivos”, disse. A preocupação é compartilhada por Nico Rosberg, mas o piloto alemão acredita que a equipe vem aprendendo a lidar com a situação.
“É uma corrida diferente, com o asfalto e a combinação de pneus supermacio/macio em comparação com macio/médio do ano passado, então será um desafio maior. Nós mostramos deficiências na combinação supermacio/macio, mas já estamos aprendendo. Aqui não é Cingapura, mas nós temos que fazer um trabalho realmente bom, e não será tão simples como Suzuka em termos de preparação,” afirmou Rosberg. Sebastian Vettel, que venceu o GP de Cingapura com a Ferrari, tenta manter suas chances dentro de uma expectativa cautelosa. “Sendo realista, eu acho que será muito, muito difícil, superar a Mercedes, mas quem sabe o que pode acontecer. Nós temos que fazer a nossa parte, e o resto não está em nossas mãos,” declarou o tetracampeão.
Outras ameaças à supremacia de Mercedes vêm da Williams, que compartilha do mesmo motor da equipe da fábrica e alcançou o pódio em 2014 com Valtteri Bottas, e da Red Bull. A equipe austríaca conta com o único piloto russo da categoria, Daniil Kvayt, que em 2014 terminou a prova em quinto com a Toro Rosso, e tem um incentivo a mais por correr diante de seus fãs.
Button
Jenson Button admitiu que quer uma garantia da McLaren sobre seu potencial para melhorar o carro da equipe antes de se decidir se irá abandonar a Fórmula 1. Na semana passada, a McLaren anunciou que o lugar do piloto estava garantido até 2016, independente de especulações de que Button encerraria sua carreira.
Mesmo com Button negando que estivesse perto de sair, ele disse que opções fora da F1 cruzaram seu pensamento antes de a equipe lhe passar segurança sobre seus planos para o próximo ano. Em entrevista ao site Motorsport.com, o piloto respondeu questões sobre o quão perto estava de sua aposentadoria. “É difícil dizer. Eu tive ideias de que direção eu tomaria se eu não estivesse aqui no ano que vem e o que eu poderia fazer, mas isso não ficou na minha cabeça por muito tempo”, disse o piloto.
Fonte/TribunadoNorte
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