Advogado bem
sucedido, filho amado pelos pais e apontado pelos próprios colegas como
melhor árbitro do país. Simples como as partidas ao qual administra no
Brasil e fora dele, aos 36 anos de idade, Ricardo Marques Ribeiro é o
lado que deu certo na arbitragem brasileira. Nas dezenas de partidas em
que atuou este ano pelos torneios nacionais, é perceptível não só o seu
crescimento técnico, como também a maturidade que o campo de jogo lhe
fez conquistar.
A arbitragem brasileira durante muitos anos foi
apontada como uma das melhores do mundo. Porém com a modernidade do
futebol e a chamada “entressafra” do apito, essa popularidade que
durante anos o Brasil ostentou, acabou caindo por terra, já que hoje
apenas dois árbitros internacionais trabalham regularmente em
competições fora do Brasil: Héber Roberto Lopes e Ricardo Marques
Ribeiro - que está sendo trabalhado pela FIFA para participar do mundial
de 2018, na Rússia.
Manter-se em alto nível no campeonato mais difícil de
ser apitado no mundo, nem de longe é uma tarefa fácil. Partindo da
premissa que os melhores também erram, com Ricardo Marques essa “regra”
não poderia ser diferente, até porque ele é um ser humano como outro
qualquer. Mas o seu talento sobrepõe os mínimos erros que ele cometeu ao
longo da temporada e não a toa nos principais jogos do Brasileirão
deste ano, lá estava ele desfilando a sua desenvoltura pelas quatro
linhas.
Muito do crescimento técnico da arbitragem mineira de
um modo geral, deve ser creditado ao trabalho exemplar que a Comissão de
Árbitros da Federação Mineira de Futebol vem realizando. À frente do
órgão procurando acompanhar a modernidade do futebol, Giulliano Bozzano
sabe que precisa trabalhar para garimpar novos árbitros, mas por outro
lado é agraciado por ter em seu quadro, profissionais de alto nível como
Ricardo Marques que trabalham em qualquer jogo sem que ninguém o
perceba.
O caminho para a Copa do Mundo ainda é um pouco
distante. Em três anos, muitas coisas podem mudar no futebol. Mesmo
assim, se depender de torcida, o árbitro mineiro pode ficar tranquilo,
pois além de ser querido e respeitado pelos colegas de fardamento, ele
tem o que muitos querem mas não possuem, que é a admiração do público,
dos atletas, dirigentes e de todos os que de alguma forma fazem parte do
futebol.
Fonte/VozdoApito
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