terça-feira, 20 de outubro de 2015

Um FIFA do borogodó



Reconhecido como melhor árbitro do futebol brasileiro, Ricardo Marques Ribeiro pode representar o Brasil na Copa do Mundo da Rússia
 Advogado bem sucedido, filho amado pelos pais e apontado pelos próprios colegas como melhor árbitro do país. Simples como as partidas ao qual administra no Brasil e fora dele, aos 36 anos de idade, Ricardo Marques Ribeiro é o lado que deu certo na arbitragem brasileira. Nas dezenas de partidas em que atuou este ano pelos torneios nacionais, é perceptível não só o seu crescimento técnico, como também a maturidade que o campo de jogo lhe fez conquistar.
A arbitragem brasileira durante muitos anos foi apontada como uma das melhores do mundo. Porém com a modernidade do futebol e a chamada “entressafra” do apito, essa popularidade que durante anos o Brasil ostentou, acabou caindo por terra, já que hoje apenas dois árbitros internacionais trabalham regularmente em competições fora do Brasil: Héber Roberto Lopes e Ricardo Marques Ribeiro - que está sendo trabalhado pela FIFA para participar do mundial de 2018, na Rússia.
Manter-se em alto nível no campeonato mais difícil de ser apitado no mundo, nem de longe é uma tarefa fácil. Partindo da premissa que os melhores também erram, com Ricardo Marques essa “regra” não poderia ser diferente, até porque ele é um ser humano como outro qualquer. Mas o seu talento sobrepõe os mínimos erros que ele cometeu ao longo da temporada e não a toa nos principais jogos do Brasileirão deste ano, lá estava ele desfilando a sua desenvoltura pelas quatro linhas.
Muito do crescimento técnico da arbitragem mineira de um modo geral, deve ser creditado ao trabalho exemplar que a Comissão de Árbitros da Federação Mineira de Futebol vem realizando. À frente do órgão procurando acompanhar a modernidade do futebol, Giulliano Bozzano sabe que precisa trabalhar para garimpar novos árbitros, mas por outro lado é agraciado por ter em seu quadro, profissionais de alto nível como Ricardo Marques que trabalham em qualquer jogo sem que ninguém o perceba.

O caminho para a Copa do Mundo ainda é um pouco distante. Em três anos, muitas coisas podem mudar no futebol. Mesmo assim, se depender de torcida, o árbitro mineiro pode ficar tranquilo, pois além de ser querido e respeitado pelos colegas de fardamento, ele tem o que muitos querem mas não possuem, que é a admiração do público, dos atletas, dirigentes e de todos os que de alguma forma fazem parte do futebol. 
Fonte/VozdoApito

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