A reportagem do NOVO JORNAL, assinada por este repórter e pelo colega Leonardo Erys, contou essa história na edição de ontem.
Daquela edição, uma outra história ficou de fora por responsabilidade jornalistica, já que no momento da apuração ainda não havia sido possível checar sua veracidade.
O fato é que duas fontes diferentes disseram à reportagem que Augusto Varella foi orientado por pessoas "de dentro" do América a assumir a culpa pelo ato a fim de evitar uma punição com perda de mando de campo.
Cá entre nós, a estratégia é velha. Um exemplo? Na última rodada da Série B do ano passado, o ABC foi denunciado pelo arremesso de dois objetos distintos (uma sandália e uma garrafa) em momentos distintos da partida. Uma pessoa apenas foi apontada como responsável. Era um pintor, da cidade de São Paulo do Potengi. Resultado: o ABC escapou da punição.
O problema é que Augusto agora pode se dar mal. De acordo com o Código Penal, inserir em documento público ou particular qualquer declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante é crime de falsidade ideológica (artigo 299), que prevê pena de reclusão de um a cinco anos - esta pena pode ser aumentada em um sexto no caso de o falsificador ser funcionário público, o que é o caso de Augusto Varella.
Ainda tem algo curioso: no 5º distrito policial, onde teria sido registrada a ocorrência, a reportagem não conseguiu uma cópia do boletim.
Então, fica a pergunta: o boletim foi "escondido" ou "inventado" fora de uma delegacia? Se tiver sido inventado, por quem foi? O torcedor jura ter sido vítima de uma armação. Então, quem mais teria interesse em forjar um documento deste tipo para livrar o América de um gancho?
O fato é que o caso foi encaminhado à CBF e ao MP. Agora é com eles.
Foto: Reprodução/NOVO JORNAL.
Fonte/NovoJornal
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