Jogadores que atuaram pelo São Raimundo na disputa do Campeonato Amazonense estão reclamando que a diretoria não pagou os salários e teve casos que o cheque recebido não tinha fundo ou foi sustado.
O meia Márcio Borges, que hoje está em Mogi-Guaçu-SP, disse que tinha 1.200 reais para receber e que a diretoria pagou em cheque, mas avisado pelo meia Potita e o zagueiro Adnaldo de que os cheques foram sustados, ele deixou uma pessoa de confiança em Manaus para receber, mas até agora, não viu a cor do dinheiro. “A gente sai de casa para jogar num lugar tão longe e depois não consegue receber. Quando terminou o campeonato nós ficamos um mês em Manaus porque não tinham dinheiro para comprar as nossas passagens. Agora eles não atendem o telefone”, afirmou Márcio Borges.
O lateral Ricardinho, que mora em Salvador-BA, disse que deixou Manaus no dia 14 de maio e recebeu R$ 1 mil em dinheiro e mais um cheque de R$ 1.300, mas quando depositou, não tinha fundos. “Tenho uma filha de dois anos e estou precisando do dinheiro. Confiei na diretoria, mas infelizmente estou desde o mês passado ligando para os diretores e nada do dinheiro”, disse o lateral Ricardinho.
O meia Juninho também está na mesma situação de Ricardinho, o cheque que recebeu no valor de R$ 1.700 também foi devolvido por falta de fundos. Já o zagueiro Adnaldo e o meia Potita, tiveram os cheques nos valores de R$ 2.500, devolvidos porque o emissor sustou.
Mas não é somente quem mora fora do Amazonas que não conseguiu receber os salários. O atacante Lacraia também tem dinheiro para receber do São Raimundo. Ele disse que o saldo de salários não chega a R4 2 mil, mas que já se cansou de correr atrás dos dirigentes e que agora vai entrar com uma ação na Justiça do Trabalho, pois tinha um contrato de dois anos com o Tufão. “Fiquei aqui em Manaus todo esse tempo e nada de dinheiro. Amanhã vou para o interior mas antes vou entrar na Justiça, que lá o rombo vai ser maior, porque vão ter de pagar os encargos que eles devem”, disse Lacraia.
De acordo com os jogadores, os cheques foram assinados pelos diretores do clube, Raimundo Neves Júnior e Radson Cristiano Neves.
Fonte/futebolamazonense
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